Oda Nobunaga, o shogun responsável por unificar o Japão, está próximo de seu fim e toma uma decisão um tanto quanto inusitada: escolher seu sucessor por meio de um torneio reunindo os guerreiros mais fortes do país.

Cada senhor deverá escolher um representante para participar deste sangrento torneio e disputar a chance de se tornar o próximo governante do Japão, dando início a uma era de combates que colocará os maiores guerreiros da história em seus limites, em batalhas onde apenas um poderá permanecer de pé.

O primeiro capítulo de Tenkaichi não perde tempo e entrega exatamente aquilo que o leitor espera. Sua premissa é apresentada em poucas páginas, sem enrolação, encerrando com o prenúncio do primeiro combate do torneio. Nesse ponto, a obra acerta em cheio, já que seu principal objetivo é proporcionar lutas insanas e divertidas utilizando figuras históricas amplamente conhecidas pelo público.
As comparações com Record of Ragnarok são inevitáveis e, de fato, a obra bebe da mesma fonte narrativa: um grande torneio reunindo personagens extremamente poderosos, onde cada luta é acompanhada pelo desenvolvimento do passado e das motivações de seus combatentes, enquanto tudo escala para níveis absurdos, no melhor sentido possível.

O primeiro confronto, envolvendo Honda Tadakatsu e Miyamoto Musashi, já entrega exatamente o que se espera de um mangá desse estilo. São páginas fenomenais, cheias de cenas de ação frenéticas, colocando ambos os personagens em situações extremas, sempre revelando uma nova cartada para prolongar o combate ao máximo. A obra não tem pressa em concluir suas batalhas, já que elas são o verdadeiro fio condutor da narrativa.

A arte de Kyotaro Azuma, conhecido pelo belíssimo trabalho em Versus, entrega tudo o que um mangá como esse precisa: cenas de luta extremamente detalhadas e dinâmicas, capazes de fazer o leitor sentir a intensidade e a emoção de cada movimento calculado pelos personagens.

A edição da Editora JBC segue o já conhecido padrão da editora, trazendo capa cartão, miolo em papel pólen e um marcador de páginas como brinde. A crítica aqui fica para a encadernação da edição, que é um pouco rígida, o que acaba atrapalhando a leitura de alguns balões.

Tenkaichi – A Batalha dos Deuses entrega uma narrativa simples, mas extremamente eficiente dentro de sua proposta, oferecendo lutas intensas e divertidas protagonizadas por personagens cheios de personalidade. Para os fãs desse tipo de obra, é um prato cheio e mais do que recomendado.










