MB Review: Se quiser, é só pedir #2 e #3

Confira o review do volume anterior.

Depois de assumir o que sentem um pelo outro, Hikaru e Shinobu continuam se encontrando casualmente, mas sem definir um status de relacionamento. Enquanto os encontros íntimos avançam, eles se esforçam na tentativa de se conhecerem melhor, o que rende algumas trapalhadas de ambas as partes.

Eles dão boas cabeçadas até entenderem que precisam encarar as coisas a partir de uma perspectiva diferente, considerando as preferências e expectativas do outro. No fim, são dois homens adultos com certo traquejo social, mas nenhuma experiência em relacionamentos, então  vão aprendendo juntos a como lidar com a atual situação. 

As coisas no ambiente de trabalho compartilhado seguem inalteradas, com cada um ocupando o seu lugar e mantendo suas vidas privadas longe de olhares curiosos, até que um evento inesperado durante uma viagem de trabalho abala a privacidade que Hikaru e, principalmente Shinobu têm preservado a todo custo. Mas talvez essa exposição fosse exatamente o que eles precisavam para sair um pouco da zona de conforto.

E falando em zona de conforto, essa vai pelos ares de vez com a introdução de um novo  personagem no terceiro volume da série, mas não pensem que teremos um triângulo amoroso, porque esse suposto rival, é na verdade, o mentor de Hikaru e alguém a quem ele admira muito. Ele acidentalmente descobre sobre a relação de Hikaru e Shinobu e acredita que o coração e a reputação de seu pupilo podem estar em perigo, então para protegê-lo, passa a sabotar o relacionamento com Shinobu.

Nestes dois volumes, Hikaru e Shinobu precisam lidar com diversas situações e emoções que os levam a refletir sobre os próprios sentimentos e sobre o tipo de relacionamento que esperam ter um com o outro. O sexo continua sendo um importante elemento de conexão emocional, e é através da intimidade que eles expressam sentimentos mais profundos e permitem explorar seus lados mais vulneráveis.

Com uma narrativa coerente, que surpreende o leitor ao utilizar clichês de forma sábia e inesperada, a mangaká Niyama acerta e muito ao trabalhar um arco por volume, e por mais que haja uma resolução no final de cada um deles, sua forma cativante de contar histórias sempre nos deixa querendo mais.


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