MB Review: Ashita no Joe #7

Confira o review do volume anterior.

Depois do trauma de ter desferido um soco tão forte que levou seu maior rival a óbito, Joe finalmente consegue acertar o adversário novamente. O preço, porém, é alto. Ele não consegue segurar seu nervosismo e acaba passando mal em pleno ringue, criando a oportunidade perfeita para o oponente. Joe perdeu novamente. Deprimido, decide abandonar os ringues profissionais e partir para as lutas de boxes clandestinas, onde entusiastas e antigas grandes figuras do esporte competem entre si (com muita armação e falcatruas).

Em paralelo, um boxeador venezuelano chamado Carlos Rivera está no Japão. Seu jeito brincalhão e descontraído não deixa transparecer sua verdadeira força, mas Joe, mesmo distante dos holofotes, consegue perceber o quão formidável é Carlos, ao assistir uma luta do atleta pela TV. As chamas do boxe voltam a queimar nos olhos do protagonista.

Carlos é um personagem muito interessante, excelente adição à trama. Enquanto acompanhamos a vida de Joe, o mangá mostra lutas profissionais de outros personagens. Esse tipo de desenvolvimento evita que a história fique cansativa, já que novos elementos estão sempre sendo apresentados. Com toda certeza, não é fácil fazer com que um mangá de boxe consiga surpreender o leitor o tempo todo, por causa das próprias limitações e regras do esporte. Mas aparentemente isso não é problema para a dupla Tetsuya Chiba e Asao Takamori, que desde o volume 1 entrega roteiros e desenhos sensacionais. 

Ashita no Joe tem um lado muito humano. Sempre digo isso. Não se trata apenas de lutas, mas é a vida de Joe Yabuki que está sendo retratada ali. E não para por aí, já que as ações de Joe afetam todos os que o cercam e vice-versa. É uma obra sensível que conta uma história que poderia ser real, mostrando um panorama de como era o Japão (principalmente Tóquio) naquele período.

O mangá continua sendo uma excelente leitura. É um daqueles clássicos que realmente merecem todo o louvor que recebem. A edição brasileira também é muito boa. A ressalva fica para a periodicidade, já que o intervalo entre um volume e outro é tão longo que muitas vezes temos que revisitar a edição anterior para lembrar o que estava acontecendo.


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