Confira a resenha dos volumes anteriores.
O volume conclui os preparativos para a Guerra Viltrumita e, diferentemente da animação, faz isso de maneira mais direta, sem dedicar tanto espaço ao desenvolvimento de seus personagens secundários. Isso não chega a ser um problema, mas é inegável que a adaptação animada aprofunda melhor parte do elenco. O segundo grande confronto finalmente acontece com a aguardada revanche entre Conquista e Mark, resultando em mais uma luta extremamente intensa. Neste momento, o quadrinho leva vantagem ao transmitir uma sensação de escala muito maior para a guerra, enquanto a animação faz com que o conflito pareça mais contido.

Um dos pontos mais frágeis deste arco é justamente o desenvolvimento de Thragg. A ausência de um aprofundamento em seu passado faz diferença, principalmente quando comparada à animação, que expandiu significativamente o personagem e tornou sua participação muito mais impactante. Ainda assim, o desfecho da Guerra Viltrumita permanece bastante fiel entre as duas versões e é acompanhado por páginas impressionantes ilustradas por Ryan Ottley.

O volume 14 encerra exatamente no mesmo ponto em que termina a quarta temporada da animação. A partir daí, a série passa a explorar conteúdo totalmente inédito para quem acompanhou apenas a adaptação televisiva. Logo no início do volume 15, uma das mudanças mais perceptíveis é a troca de colorista nos três primeiros capítulos. A nova paleta aposta em um uso mais intenso de degradês, resultando em uma identidade visual que, na minha opinião, fica abaixo da coloração anterior. Já nas três edições seguintes, a escolha de um novo colorista se mostra muito mais acertada, harmonizando perfeitamente com o traço da obra e deixando uma boa expectativa para sua permanência na série.

Narrativamente, a história volta a explorar tramas que haviam sido deixadas em aberto antes da guerra. O retorno de Dinossauros, a conclusão emocional do arco de Powerplex e a reaparição de Robô, agora cercado por um misterioso segredo envolvendo o período em que permaneceu em outra dimensão, marcam o início dessa nova fase. A obra recupera o ritmo ao ampliar novamente seu universo e evita permanecer restrita aos conflitos envolvendo os viltrumitas.

Os volumes entregam um encerramento à altura de um dos maiores arcos da série e, ao mesmo tempo, estabelecem as bases para uma nova etapa da narrativa. Com acontecimentos inéditos tanto para o público brasileiro quanto para quem conhece apenas a animação, a expectativa para os próximos volumes é bastante alta.











