Uma série de assassinatos está acontecendo na Rua Anchieta, e ninguém consegue encontrar pistas que levem ao verdadeiro culpado. Até que Jennifer Ronda, funcionária da polícia, encontra uma evidência de que o responsável pelos crimes poderia ser um gato, mesmo que essa seja uma ideia absurda que ninguém parece disposto a considerar.

O que ninguém imaginava, porém, é que o verdadeiro assassino realmente era um gato chamado Pobi, que apenas buscava viver em paz. Para alcançar essa vida sossegada, ele precisa até mesmo matar, literalmente, dando início a uma investigação policial que pode ir muito além do aceitável.

A premissa de Pobi, o gato assassino entrega exatamente aquilo que esperamos: um quadrinho divertido e capaz de arrancar boas risadas. Nesse quesito, a obra cumpre seu papel com excelência. A história brinca com a ideia de um gato assassino em um estilo cartunesco que lembra Squeak the Mouse, proporcionando momentos absurdos e exagerados, no melhor sentido possível.

A obra também explora diversos estereótipos por meio de seus personagens humanos e os satiriza de maneira bastante divertida, rendendo situações que facilmente arrancam boas risadas. É como assistir àqueles filmes B que passavam durante a madrugada e que, apesar de suas limitações e absurdos, acabam nos surpreendendo por proporcionarem uma diversão genuína.

A narrativa se mantém consistente ao longo de seu desenvolvimento, principalmente por não tentar ser mais ambiciosa do que precisa. No entanto, talvez a maior surpresa esteja justamente em seu desfecho, que foge do convencional e vai além daquilo que esperamos da história.
O quadrinho conta com acabamento em capa cartão com orelhas e miolo em preto e branco e pode ser adquirido diretamente no site do autor.

Pobi, o gato assassino entrega exatamente aquilo a que se propõe e certamente vai divertir quem busca uma leitura mais pesada, que mescla momentos absurdos com uma boa dose de comédia, sem grandes pretensões. Recomendado.










