MB Review: Baby Violet 

Em Baby Violet, acompanhamos a história de Sumire Mizuno, uma jovem trabalhadora temida em seu ambiente profissional, que esconde um grande segredo: tirar fotos íntimas e sensuais de si mesma para publicá-las em uma conta anônima. Tudo muda quando ela conhece Murasaki, um designer de roupas íntimas que a reconhece após um encontro em um ambiente de trabalho.

Com receio das consequências, Sumire e Murasaki fazem um acordo: enquanto Sumire se tornaria modelo das peças criadas pelo designer, Murasaki teria que manter relações íntimas com a jovem, dando início a uma história que tomaria rumos inesperados.

Baby Violet apresenta uma narrativa simples e direta, sem rodeios para entregar aquilo que propõe. A obra acerta ao desenvolver o relacionamento entre Sumire e Murasaki com calma, dividindo a progressão dos momentos íntimos em diversos encontros realizados nas sextas-feiras seguintes. Com o passar do tempo, os dois passam a se conhecer melhor, permitindo que a relação avance gradualmente.

Diferentemente de Meu Casamento Era uma Farsa?!, a obra segue uma linha narrativa centrada exclusivamente no desenvolvimento de seus personagens, sem abrir espaço para subtramas ou conflitos paralelos. A proposta funciona bem e permite observar como o autor constrói suas histórias sem recorrer à mesma estrutura narrativa, evitando que suas obras se tornem semelhantes entre si.

A arte de Hiro Eguchi mantém o alto nível já conhecido em seu trabalho anterior, com destaque para os momentos íntimos e, principalmente, para as expressões e reações dos personagens. Suas personalidades são construídas não apenas por meio da escrita, mas também pela própria arte. Outro diferencial de Baby Violet está na temática do design de roupas íntimas, que acrescenta uma característica própria à narrativa e ajuda a distinguir a obra de seu trabalho anterior.

A edição de Baby Violet chega no mesmo formato de Meu Casamento Era uma Farsa?!, com capa cartão e miolo em papel offset, mantendo um padrão para as obras de Hiro Eguchi publicadas pela NewPOP.

Baby Violet entrega uma história direta, focada no desenvolvimento da relação entre seus protagonistas, e acerta ao apostar em um ritmo mais calmo e objetivo. Recomendado para quem busca obras do gênero e é mais um acerto da NewPOP ao investir em um nicho ainda pouco explorado no mercado brasileiro.


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