Evita era uma jovem princesa de um pequeno país, vítima de um ataque de uma nação vizinha que dizimou não apenas seu reino, mas também sua família. Sobrevivente desse infortúnio do destino, ela foi vendida para uma cidade onde as mulheres são tratadas como objetos e passa a utilizar o nome de Priscilla, vivendo sob o juramento de se vingar daqueles que tiraram tudo o que havia de bom em sua vida.

A Vingança da Princesa Sanguinária tem como tema central a crueldade do ser humano, principalmente por parte dos homens. A trama retrata, já nas primeiras páginas, o quão cruel o ser humano pode ser em seus extremos e não poupa esforços para ilustrar essas situações, sem medo de torná-las propositalmente grotescas. Em meio a toda essa violência gráfica, a humanidade é colocada em discussão por meio dos personagens que surgem ao longo da história, como Diego, um soldado que perdeu o sentido da vida após uma guerra.

A trama vai nos apresentando a personalidade de Priscilla, uma mulher determinada e calculista, que planeja sua vingança na cidade onde vive, um lugar em que todos a respeitam, embora por motivos distintos. Diante disso, a história não tem medo de se aprofundar em sua proposta e avança para novos rumos ainda no primeiro volume, nos prendendo a cada momento e desperta a curiosidade para descobrir até onde a trama vai nos levar.

A arte de Yuki Azuma também é espetacular e extremamente detalhada. O autor consegue retratar Priscilla tanto em momentos de doçura e delicadeza quanto em situações nas quais revela seu lado mais diabólico, explorando de maneira incrível a dualidade da personagem. A obra é mais uma daquelas que chamam a atenção pela qualidade da arte durante uma rápida folheada.

A edição da Panini chega com capa cartão com sobrecapa, primeiras páginas coloridas e brindes como um pôster, um marca-página e um adesivo para o diário de leitura.

A Vingança da Princesa Sanguinária tem um excelente início e apresenta um enorme potencial a ser explorado nos próximos volumes, ao abordar os lados mais sombrios do ser humano em situações perturbadoras. Não é uma obra para todos os públicos, mas certamente vai agradar a quem busca uma leitura com tons mais sombrios. Recomendado.











