Primeiras Impressões – Jaadugar: A Witch in Mongolia

A estreia do anime “Jaadugar: A Witch in Mongol” talvez tenha passado despercebida, mas ao assistir os três primeiros episódios sinto que me deparei com o meu favorito da temporada. 

Ao explorar a conquista da Pérsia pelo Império Mongol, a trama retrata um período histórico conturbado a partir da perspectiva da protagonista Sitara, uma jovem cuja vida é marcada por tragédias que despertam nela um forte desejo de vingança e reparação.

Ainda criança, Sitara perde a sua mãe e é levada de sua terra natal para a cidade de Tus, onde é vendida como escrava para a benevolente Fatima, uma jovem viúva que pertence à uma família de acadêmicos. Ao ser acolhida por Fatima e apesar de ser uma escrava, Sitara recebe educação acadêmica e religiosa e cria um forte vínculo com o jovem mestre Muhammad, único filho de Fatima, que a ensina sobre o poder da sabedoria e do conhecimento antes de partir em uma jornada acadêmica.

Até esse ponto da história, a escravidão é representada de forma branda, já que a família de Fatima trata os escravos com demasiada gentileza. Embora cada um tenha uma função definida, todos na residência da família colaboram uns com os outros e vivem em harmonia até que os Mongóis chegam em Tus, destruindo o mundo e a vida que Sitara conhece até então.

Sozinha e abalada, Sitara que agora é cativa dos mongóis cria uma aliança inesperada e assume uma nova identidade, usando de sua aparência e conhecimento para se infiltrar na corte para recuperar um objeto precioso e arruinar o império comandado por Genghis Khan e seus filhos.

Adaptado da obra homônima de Tomato Soup, “Jaadugar” a obra faz um excelente trabalho ao explorar acontecimentos históricos reais dentro de um contexto complexo que envolve conflitos políticos, além de um choque religioso e cultural, através de uma narrativa fictícia com forte protagonismo feminino, na qual as intrigas palacianas envolvendo as consortes do harém imperial prometem movimentar a história. Além disso, o visual, que respeita o material original, impressiona pela riqueza de detalhes, com figurinos e cenários fidedignos e um trabalho artístico magnífico, no qual a simplicidade nos traços dos personagens e a cartela de cores vibrante fazem um contraponto com a força e violência da trama.

“Jaadugar: a with in Mongolia” está disponível na Crunchyroll, com novos episódios todo sábado. Já o mangá será publicado pela editora Panini sob o título “Uma Bruxa na Mongólia”.


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