MB Review: A Noiva Do Clã Kyogane #1

Kuro Kyogane é o líder do clã de exorcistas Kyogane, responsável por selar a poderosa criatura Kyuubi e, por isso, reverenciado por toda a população. Com o objetivo de garantir a continuidade dessa prestigiada linhagem, o guardião de Kuro tenta arranjar um casamento para o jovem, que insiste em dizer que jamais irá se casar. Tudo muda quando uma garota diferente de todas as outras é apresentada como possível noiva. Ao perceber a dedicação e a determinação que ela carrega consigo, Kuro acaba se encantando por Fuyu, mas nem tudo acontece como o planejado.

O início de A Noiva do Clã Kyogane surpreende pela proposta que apresenta. Mesmo recorrendo a alguns clichês, a obra consegue se destacar pelo rumo inesperado que a narrativa toma, escondendo seus principais segredos até o momento certo e nos prendendo pelo mistério envolvendo a família Kyogane, que guarda uma verdade desconhecida até mesmo por seus próprios herdeiros.

Em poucos capítulos, já nos envolvemos com o vínculo construído entre Kuro e sua futura esposa, Fuyu, que possui uma motivação convincente para aceitar esse fardo. Além disso, a obra dedica seu primeiro volume à construção do universo, expandindo gradualmente seus conceitos e apresentando os perigos e desafios que certamente cruzarão o caminho do casal.

A arte de Anju Hino também chama a atenção neste primeiro volume, entregando belas cenas de ação, criaturas demoníacas muito bem ilustradas e um design de personagens bastante charmoso, especialmente nos momentos em que Fuyu ganha destaque. 

A edição da Panini mantém o acabamento padrão da editora, com capa cartão, papel off-white e algumas páginas coloridas no início. Como brinde, o volume acompanha um marca-página e um adesivo.

A Noiva do Clã Kyogane entrega um início divertido, repleto de reviravoltas interessantes e com um casal de protagonistas que desperta a vontade de acompanhar o restante da história. Sua mistura de romance, ação e elementos sobrenaturais chega a lembrar Inuyasha em alguns momentos. Para quem aprecia esse tipo de obra, especialmente com maior foco nos combates, fica a recomendação.


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