Morihito Otogi é um jovem que possui sangue de oni, sendo mais poderoso do que os garotos de sua idade. Anos depois, Nico, uma antiga amiga de infância que estava em treinamento para aperfeiçoar seus poderes de bruxa, passa a viver sob o mesmo teto que Morihito, que recebe a missão de proteger sua antiga amiga. Assim, os dois iniciam uma nova vida, revivendo o elo de amizade que construíram durante a infância.

O primeiro capítulo de Witch Watch consegue apresentar com perfeição a personalidade de seus protagonistas. Morihito é o típico cavalheiro que tenta bancar o durão, mas está sempre pensando no bem-estar das pessoas ao seu redor, enquanto Nico é uma garota sonhadora e de bom coração, que guarda sentimentos amorosos por Morihito desde o reencontro de ambos.

A obra passa a brincar com o fato de Nico ser uma bruxa, fazendo com que ela precise utilizar seus poderes tanto em situações simples do cotidiano quanto em momentos capazes de colocar a vida de pessoas inocentes em risco, fazendo com que Morihito redobre a atenção em sua missão de proteger a amiga.
Um dos principais pontos da obra é, definitivamente, o seu tom cômico, já conhecido pelo autor em obras como Astra – Lost in Space. A narrativa brinca com diversas situações e faz referências a grandes obras como Ataque dos Titãs, Hunter x Hunter e Demon Slayer, sempre com ótimas sacadas e sem forçar a narrativa.

A arte de Kenta Shinohara também é competente. Apesar de ser relativamente simples, destaca-se ao entregar os momentos de comédia de maneira visualmente engraçada, além de apresentar uma protagonista que consegue cativar o leitor de maneira proposital.

A edição da Panini chega com capa cartão e sobrecapa, acompanhada de um belíssimo projeto gráfico baseado na edição japonesa, além de brindes como um marca-página e um adesivo para o diário de leitura.

É um alívio ver obras como Witch Watch sendo publicadas no Brasil, sendo mais um acerto da Panini neste ano, apostando em obras de comédia e diversificando ainda mais o catálogo de opções disponíveis no país. É uma recomendação para quem curte mangás mais leves, com uma boa dose de comédia, especialmente para os leitores que apreciaram Astra – Lost in Space.










