MB Review: The Legend Of Zelda – Twilight Princess #01

Midna, a princesa do crepúsculo, acaba sendo deposta de seu cargo pelas mãos do terrível Zant, que transforma todos os habitantes daquele reino em monstros e pretende unir os mundos da luz e das sombras em um reino de escuridão absoluta.

Desesperada para impedir que Zant tenha sucesso em seus planos, Midna busca a ajuda de um misterioso garoto chamado Link, que vive no reino dos humanos, em uma tranquila vila, sem imaginar que sua vida mudaria completamente a partir daquele momento.

Ao contrário das outras adaptações de Zelda, que compilaram a história de cada jogo em um único volume, Twilight Princess é uma série mais extensa e, consequentemente, dispõe de mais espaço para desenvolver sua narrativa e o primeiro volume é a maior prova dos benefícios dessa abordagem.

A história apresenta seu conflito logo nas primeiras páginas e, a partir desse ponto, acompanhamos a tranquila vida de Link enquanto somos apresentados a outros personagens, conhecendo sua rotina antes do caos que está por vir. Tudo é desenvolvido com calma e sem pressa, tornando esse ritmo narrativo um dos grandes acertos da adaptação.

A obra não tem pressa para entregar seu primeiro grande ponto de virada, espalhando pistas ao longo dos capítulos sobre os mistérios que cercam o passado de Link. Em relação ao protagonista, temos aqui uma versão mais expressiva, que demonstra seus sentimentos com maior clareza e oferece mais possibilidades para seu desenvolvimento como personagem.

A arte de Akira Himekawa também brilha nessa adaptação, com traços detalhados e delicados, personagens expressivos, criaturas muito bem desenhadas e uma diagramação bastante competente. A dupla aproveita o tom mais maduro do jogo original para construir uma identidade visual que combina perfeitamente com a proposta da obra.

A edição da Panini chega em formato com capa cartão e sobrecapa com detalhes em hot stamping, além de brindes como um marca-página e um adesivo.

The Legend of Zelda: Twilight Princess apresenta um excelente primeiro volume, desenvolvendo sua narrativa com calma e estabelecendo muito bem as bases de sua história. É uma obra que funciona tanto para quem conhece o jogo original quanto para quem nunca teve contato com ele. Recomendadíssimo.


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