MB Review – Pokemon Red, Green & Blue

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A Panini Brasil surpreendeu aos fãs meses atrás sobre a reimpressão dos mangás de Pokemon desde do primeiro volume. Será que vale a pena revisitar o inicio de uma das maiores franquias japonesas da cultura pop?


🌟 Um reencontro com a infância/adolecência

Há obras que não apenas se lêem, mas se vivem. Abrir Pokémon Red, Green & Blue pra mim foi como reencontrar um velho amigo da infância: aquele que nos apresentou ao mundo dos monstrinhos de bolso, às batalhas cheias de adrenalina e ao sonho de se tornar o maior treinador. O mangá não é só papel e tinta; é memória, é saudade, é a sensação de voltar a caminhar pelas rotas de Kanto com o coração batendo mais rápido.


📖 A história

A trama acompanha Red, um garoto de Pallet Town que recebe seu primeiro Pokémon e parte em jornada para completar a Pokédex e se tornar o maior treinador. Logo no início, ele encontra Green seu rival, e a relação entre os dois dá ritmo à narrativa.

  • Red enfrenta os líderes de ginásio de Kanto, cada batalha sendo retratada com intensidade e criatividade.
  • A Equipe Rocket surge como antagonista, trazendo conflitos mais sombrios e mostrando que o mundo Pokémon não é apenas aventura inocente.
  • Há momentos icônicos, como o encontro com Mew, que abre o primeiro capítulo, e a busca por lendários que ampliam a sensação de épico e de grandiosidade.

Diferente dos jogos, onde o jogador constrói a história por meio de escolhas, o mangá oferece uma narrativa contínua, com diálogos, dilemas e desenvolvimento emocional mais coeso, mesmo voltado para o publico infanto-juvenil.

🎨 O traço que respira

O traço do mangá tem algo de vivo. As batalhas não são apenas desenhadas, elas parecem vibrar na página. Os cenários carregam uma atmosfera que nos transporta para dentro do jogo, como se estivéssemos novamente diante da tela verde do Game Boy. Há momentos em que o olhar se perde nos detalhes, e é impossível não lembrar do especial Pokémon Origens, que também buscou essa fidelidade. Mas aqui, no mangá, há tempo para respirar, para se demorar nos silêncios e nos olhares dos personagens.


🕹️ Entre o jogo e a narrativa

O mangá segue os passos dos jogos Red, Green e Blue, mas não se contenta em ser uma cópia. Ele dramatiza, amplia, dá voz ao que antes era apenas texto em tela. As batalhas contra líderes de ginásio tornam-se épicos confrontos, os rivais ganham profundidade, e até a captura de um simples Pokémon carrega uma aura de descoberta. É como se o mangá fosse a memória idealizada de quem jogou: não apenas o que aconteceu, mas o que sentimos ao jogar.


👤 Red e Ash: dois reflexos

Red é o protagonista que carrega a seriedade da jornada. Determinado, maduro, quase silencioso em sua busca por se tornar o maior treinador. Ash, por outro lado, é o companheiro televisivo, moldado para o riso fácil, para o tropeço que diverte, para a aventura que nunca termina. Red é o reflexo do jogador que se concentra na vitória; Ash é o reflexo da criança que aprende com os erros. Essa diferença revela os objetivos distintos de cada mídia: o mangá quer ensinar e aprofundar, enquanto o anime clássico quer entreter e acompanhar o crescimento de uma geração. O mangá agrada mais os fãs dos jogos que os fãs da animação, justamente pela caracteristicas dos protagonistas.


🎯 O papel de cada mídia

O mangá se ergue como uma ponte didática, explicando com clareza o universo que os jogos apenas sugeriam. O anime clássico buscava criar uma narrativa leve e contínua, capaz de prender crianças semana após semana. Já Pokémon Origens surge como homenagem, condensando em episódios curtos a essência dos jogos, quase como um tributo aos fãs mais antigos. Cada mídia cumpre seu papel, mas é no mangá que encontramos a densidade que faltava.


📖 A edição brasileira

Não se pode ignorar o cuidado editorial. A reimpressão está melhor que a versão original. Os erros de português foram corrigidos, e o papel jornal deu lugar ao offwhite, que valoriza o traço e torna a leitura mais confortável e para os colecionadores o mangá acaba tendo uma vida mais duradoura em relação ao papel anterior. Se você é fã da obra, vale muito a pena recomprar o título justamente pela troca de papel


💭 Saudosismo e aprendizado

Revisitar esse mangá é sentir o peso doce da nostalgia. É como caminhar novamente pelas rotas de Kanto, mas com a consciência de adulto que percebe detalhes antes invisíveis. Ao mesmo tempo, há uma função quase pedagógica: o mangá explica, organiza, dá sentido ao universo Pokémon, tornando-se uma espécie de guia para quem deseja compreender a lógica por trás da magia.


✅ Vale a pena ler?

Pokémon Red, Green & Blue não é apenas uma obra para fãs; é uma celebração da origem de um fenômeno cultural. Para quem deseja conhecer a atmosfera dos primeiros jogos, ou para quem busca reviver a emoção de explorar Kanto pela primeira vez, este mangá é indispensável. Ele é memória, é aprendizado, é emoção — e, acima de tudo, é Pokémon em sua forma mais pura.


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