Kyoko acaba atravessando os desertos em busca de seu namorado, Iba, um historiador que desapareceu misteriosamente enquanto investigava a Rota da Seda. Durante a jornada, Kyoko é sugada por um misterioso buraco nos céus e, ao despertar, percebe que foi transportada para a Mongólia do século XIII, tendo viajado no tempo de maneira inexplicável.

A partir dessa descoberta, Kyoko acaba reencontrando seu namorado, Iba, que agora é um poderoso escravo a serviço de Genghis Khan. Com o reencontro, ele encontra um novo motivo para sobreviver: permanecer ao lado do amor de sua vida em meio aos perigos daquele período histórico.
A edição da Panini reúne duas obras dessa série em um único volume. Na primeira, acompanhamos toda a trajetória do reencontro entre Iba e Kyoko durante essa viagem no tempo. Em meio a grandiosas batalhas e conflitos, os dois precisam lutar pela sobrevivência, mantendo a esperança de um dia retornar à sua realidade.

A narrativa constrói muito bem o relacionamento entre Iba e Kyoko, colocando Genghis Khan como uma figura ameaçadora a ser enfrentada ao longo da trama, explorando também os vínculos entre os personagens e as consequências de suas escolhas.
Na continuação, acompanhamos o legado da história iniciada com Iba, ainda no passado, mantendo o manto de Genghis Khan. Diferentemente da primeira parte, Buronson explora com mais intensidade os elementos de viagem no tempo e conduz a narrativa a um desfecho mais voltado à ficção científica.

Um dos grandes destaques da obra é, definitivamente, a arte de Kentaro Miura. Aqui, temos um Miura ainda no início de sua carreira, mas já demonstrando plena competência artística. É um alívio poder apreciar o trabalho do autor com uma abordagem diferente daquela encontrada em Berserk. Embora grande parte da obra também seja marcada por batalhas grandiosas, é possível perceber diferenças em sua diagramação e em seu estilo narrativo.

A edição da Panini chega com capa cartão com orelhas, miolo em papel offset, um pôster com duas artes coloridas e brindes, como um marca-página e um adesivo.

Ohrohden — A Lenda do Rei dos Lobos entrega uma obra coesa e divertida, misturando elementos históricos com uma pitada de ficção científica. Para quem espera uma história mais pé no chão e fechada, a leitura pode reservar uma grande surpresa, especialmente para os fãs de Buronson e Kentaro Miura.











