MB Review: Mil Olhos de uma Terra em Fúria #1

Um misterioso jovem acorda em um pequeno vilarejo sem se lembrar de quem realmente é. Ao tentar recuperar suas memórias, ele se vê cercado por diversos guerreiros que estão à sua procura, até descobrir que sua identidade é nada menos que Zhuge Yongji, um poderoso e respeitado general-mor que foi intencionalmente assassinado.

Sem compreender a verdade por trás de sua ressurreição e recuperando suas memórias aos poucos, Yongji precisa descobrir quem planejou sua morte e restaurar o equilíbrio que, gradualmente, se perde na China. Para isso, contará com a ajuda de poderosos aliados e de um misterioso espírito ancestral que passa a acompanhá-lo após seu retorno à vida.

A narrativa de Mil Olhos começa de forma ágil, mergulhando diretamente em sua proposta principal, ao apresentar rapidamente já no primeiro capítulo a verdadeira identidade do protagonista e seus excêntricos aliados, estabelecendo uma base sólida para a história. Em um primeiro momento, a trama pode parecer um pouco confusa, devido à grande quantidade de nomes e informações, mas rapidamente tudo se torna mais claro conforme a narrativa avança, permitindo que o leitor se familiarize com esse universo e seus personagens.

A obra consegue fisgar o leitor por meio dos mistérios introduzidos logo no primeiro volume, como a identidade do espírito que acompanha Yongji e sua relação com a misteriosa ressurreição do protagonista, além da busca pelo verdadeiro responsável por planejar a morte de uma figura tão importante. Outro ponto a se elogiar é como a narrativa desenvolve de maneira consistente os personagens apresentados desde o início, com destaque para o protagonista, que possui uma personalidade forte, revelada gradualmente ao público conforme enfrenta os desafios que surgem ao longo da trama.

A arte de Ma Banshan é extremamente competente, entregando belíssimas cenas de ação e uma excelente narrativa visual. O estilo deve agradar bastante aos fãs do gênero, especialmente por trazer um design de personagens com forte influência chinesa.

A edição da Pipoca & Nanquim mantém o padrão já conhecido da editora, com capa cartão texturizada, sobrecapa com cor especial e um marcador exclusivo de brinde no primeiro volume. Ficam também os elogios à edição, que conta com diversas notas do editor/tradutor, enriquecendo a experiência ao esclarecer pequenos contextos presentes no texto da obra.

O primeiro volume de Mil Olhos de uma Terra em Fúria funciona como um episódio piloto: instiga o leitor com uma premissa direta e bem definida, ao mesmo tempo em que sugere um grande potencial a ser desenvolvido nos próximos volumes. Recomendado para quem aprecia obras do gênero.


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