MB Review: Happyland – Parque de Diversões do Inferno

Uma jornada rumo ao caos absoluto

Kenji Komiya decide levar sua família para descansar em um lugar misterioso e aproveitar o dia com sua esposa e dois filhos. No entanto, tudo muda quando Kenji acaba se perdendo e a família Komiya se depara com um enigmático parque de diversões chamado Happyland.

Apesar de desconfiados, eles aceitam passar o dia no parque, já que não conseguiriam mais chegar ao destino planejado por Kenji. Mas não demora para a suspeita se confirmar: o parque, na verdade, é uma armadilha onde todos que entram se tornam prisioneiros, forçados a sobreviver em meio a assassinos mascarados. Agora, Kenji precisa encontrar um jeito de proteger sua família e mantê-los vivos a todo custo.

Roteiro simples, mas com ritmo frenético e tensão constante

A trama de Happyland começa de forma simples, mas propositalmente direta. O autor não perde tempo em nos lançar ao caos, e logo no primeiro capítulo já entrega cenas impactantes, deixando claro o que o leitor pode esperar dali em diante.

A dinâmica da obra faz com que cada membro da família passe por um brinquedo diferente do parque, seja uma montanha-russa ou uma corrida de kart. Em cada atração, um segredo é revelado, abalando ainda mais os laços familiares e evidenciando a fragilidade que existe entre eles. Mesmo que essa estrutura se repita ao longo da história, o mistério envolvendo os segredos de cada personagem mantém o interesse do leitor.

Violência visual com uma profundidade inesperada

A arte de Shingo Honda é um prato cheio para os fãs de horror. O autor não poupa o leitor de cenas violentas e perturbadoras, criando uma constante sensação de urgência e perigo iminente a cada capítulo. Vale mencionar que, se você é do tipo que sente aflição ao ver cabeças decepadas, corpos dilacerados e cenas gráficas semelhantes, a obra pode causar certo incômodo.

A edição brasileira

A edição da Conrad segue o padrão visto em outros títulos da editora, como Centauros, e acompanha um marcador de páginas como brinde. A capa conta com uma aplicação especial de cor prateada e verniz localizado em elementos ocultos, o que adiciona um charme extra à edição física. Vale destacar que a edição reúne dois volumes em um só, finalizando a obra em volume único.

Vale a pena?

Happyland é um mangá que transita entre os clichês dos filmes de horror, mas que diverte exatamente por abraçar essa proposta. Essa é a intenção de Shingo Honda, e ele a cumpre com honestidade. Fica a recomendação para quem curte obras do gênero. Uma leitura intensa, honesta e divertida.

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1 comentário em “MB Review: Happyland – Parque de Diversões do Inferno”

  1. Eu gostei, fui surpreendido pelo plot, lembra muito o final de Alice In Borderland. Uma leitura rápida e divertida pra quem quer ver horror escrachado com gore de forma despretenciosa e competente, é uma boa pedida. Espero que tragam mais obras do autor.

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