Mei Tachibana é uma jovem que não tem amigos nem namorado e passou todos esses anos vivendo sozinha. Até que, após um pequeno desentendimento no colégio, ela conhece Yamato Kurosawa, um dos alunos mais populares da escola, dando início a uma amizade que rapidamente evolui para um romance entre duas pessoas com personalidades bastante diferentes.

Diga que Me Ama conquista o leitor logo em seu primeiro capítulo. Apesar de apresentar uma premissa que, à primeira vista, parece um tanto clichê, a obra acaba nos ganhando pela personalidade de seus protagonistas. Enquanto Mei é uma personagem introvertida, com poucas amizades e uma personalidade mais fechada, Yamato é encantador e extrovertido. As diferenças entre os dois fazem com que suas personalidades se complementem, criando dinâmicas e conflitos interessantes.

O relacionamento de ambos avança de maneira surpreendente para um primeiro volume de romance, despertando a curiosidade sobre como a obra conseguirá sustentar e renovar sua narrativa ao longo dos próximos volumes.
Outro ponto positivo é a forma como a obra retrata o ambiente escolar com cara de ambiente escolar, com tramas mais sutis e, por vezes, até bobas, além de personagens que demonstram diferentes níveis de maturidade, refletindo bem a realidade de um colégio, um ambiente repleto de dramas que podem parecer exagerados em determinados momentos, mas que fazem parte dessa fase da vida. Além disso, a história apresenta reflexões importantes por meio de seus personagens secundários.

A arte de Kanae Hazuki entrega exatamente aquilo que esperamos de um mangá shoujo, com traços delicados e um design de personagens estiloso, com uma diagramação característica que se mostra competente e agradável.
A edição da MPEG chega ao mercado com capa cartão, sobrecapa e brindes, incluindo uma polaroid e um marcador de páginas.

Diga que Me Ama aposta nos clichês certos e consegue se destacar pelo desenvolvimento de seus personagens, deixando o leitor curioso para descobrir como a trama vai se desenrolar após um início promissor. Recomendado para quem gosta de romances escolares.










