Confira o review do primeiro volume.
Akane continua caminhando em direção ao sonho de se tornar uma profissional de rakugo. Ao lado de seu veterano, ela impressiona a todos com sua evolução em tão pouco tempo. Apesar disso, a protagonista ainda enfrenta resistência em outros âmbitos de sua vida pessoal, precisando se esforçar para provar o quão sério seu sonho realmente é.

Desta vez, um novo desafio surge em seu caminho: um concurso que irá premiar novos talentos amadores no rakugo. O jurado principal é justamente aquele que recusou o pai de Akane e o fez desistir desse caminho. É nesse momento que Akane precisa mostrar toda a sua dedicação.
Todo esse arco do novo concurso apresenta personagens inéditos interessantes, cada um com suas próprias características peculiares. É nesse ponto que o embate entre Akane e esses novos participantes torna o mangá ainda mais divertido, com cada um apresentando sua peça de maneira única e distinta.

Um dos pontos mais cativantes de Akane Banashi é a forma como os autores desenvolvem sua protagonista. É quase impossível não se apegar à Akane ao acompanhar sua dedicação ao longo desses três primeiros volumes.

A temática do rakugo é, sem dúvida, um pouco mais difícil de assimilar para nós, que não temos algo semelhante no Brasil de forma abrangente. No entanto, é justamente esse fator que torna a leitura de Akane Banashi tão interessante, ao proporcionar contato com algo fora do habitual e fora da zona de conforto.
Outros personagens também passam a ganhar mais destaque na trama, como a professora de Akane, que assume uma participação maior na história e ao longo desse processo, passa a enxergar o sonho da protagonista com outros olhos e começa a apoiá-la.

Assim como no primeiro volume, outro grande destaque é a arte de Takamasa Moue, que transita entre diferentes estilos conforme a apresentação teatral de cada personagem, trazendo uma dualidade artística excelente à obra.

Akane Banashi definitivamente não é uma série para todos, mas é o tipo de história que instiga com personagens bem construídos e uma narrativa interessante, impulsionada por sua temática diferenciada. Para quem gostou do primeiro volume, a trama só melhora a partir do segundo.










