Primeiras Impressões: Hana-Kimi

Os fãs de shoujo continuam bem servidos nesta temporada! Depois da bem-sucedida estreia de “Tamon´s B-side”, “Hana-Kimi” chegou com tudo para reforçar as doses semanais de comédia romântica destrambelhada.

Mizuki Ashiya é uma jovem estudante que está decidida a conhecer Izumi Sano, um atleta pelo qual é deslumbrada, e se matricula na mesma escola que ele. No entanto, é uma escola apenas para garotos, então ela se disfarça como menino para se infiltrar no local e se aproximar de Izumi. 

Já em seu primeiro dia de aula, ela recebe doses cavalares de constrangimento e humilhação, e para seu profundo desgosto, ela descobre que Izumi abandonou o esporte. Mas nada disso a desanima, rapidamente ela faz amizade com outros estudantes e aos poucos vai se adaptando ao novo ambiente. E claro, que se tratando de uma comédia repleta de clichês, Mizuki e Izumi acabam como colegas de quarto. 

Apesar da confusão inicial, Mizuki logo se entrosa com os novos colegas, especialmente com o amigável Nakatsu. Mas garotos são garotos, então ela precisa lidar com todo tipo de idiotice típica de um bando de adolescentes, mas diante de sua situação delicada, estar cercada de imbecis incapazes de diferenciar as coisas, até que não é ruim. Ela também consegue se aproximar de Izumi, mas este, ao contrário dos demais, não é tão besta.

“Hana-kimi” é adaptado de um mangá que começou a ser publicado em 1996, e apesar da categoria “troca de gênero” não ser exatamente uma novidade, a proposta é bem executada. A sensação transmitida nos dois primeiros episódios é de que uma garota foi jogada dentro de um BL. Com situações típicas dos romances escolares mais açucarados, temos muitas bochechas coradas, corações disparados e um possível despertar bi muito previsível, porém adorável. Mas justamente por se tratar de uma obra mais antiga, talvez a gente deva preparar alguns panos.

Deixando de lado a decisão questionável da protagonista e qualquer possibilidade de ligação com a realidade, “Hana-kimi” é aquele tipo de obra cativante que diverte sem exigir muito dos nossos neurônios, e que promete render bastante confusão a respeito de um  segredo que aparentemente não está tão bem guardado.

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