MB Review: Wet Sand #1

O webtoon BL “Wet Sand” fez uma estreia marcante em 2022 reunindo um enredo promissor e intrigante a um visual belíssimo, com uma atmosfera carregada de tensão e sensualidade. Além disso, jogou uma pá de terra nos sabres de luz, ao ser simultaneamente publicado sem censura nos países permitidos. E agora, nós brasileiros temos acesso a toda essa glória e esplendor através da edição da editora NewPOP, que lançou o primeiro volume recentemente.

A história é ambientada nos subúrbios de Nova York, onde numa certa noite o jovem aspirante a fotógrafo Joseph captura sem querer a imagem de um homem misterioso em sua sacada. Esse homem é Ian Shin, novo morador da vizinhança que desperta a curiosidade de todos devido a sua beleza e aura enigmática. Jo imediatamente se atrai pelo homem e constantemente se pega pensando nele, o que o deixa bastante confuso.

Ian aparenta levar uma vida normal como trabalhador, mas tem um passado obscuro que envolve ligações com um grupo muito perigoso, especialmente com TJ, um de seus líderes. Eles compartilham um passado turbulento e hoje tem uma relação indefinida, mas ainda muito intensa. A química deles é indescritível e rende muitas cenas picantes, com painéis estratégicos e diálogos a altura, servindo tudo que se espera em um manhwa adulto. 

Mas TJ não é uma presença fixa na vida de Ian, que desfruta de uma certa liberdade em encontros casuais e sem significado, até que Joseph cruza seu caminho. A beleza de Jo captura a atenção de Ian, mas sua gentileza e ingenuidade o fazem repensar a abordagem. Ian é um homem experiente e percebe que o interesse é mútuo, mas acontece que Jo está tentando conhecê-lo de verdade ao invés de levá-lo diretamente pra cama.

No entanto, Ian não é tão livre quanto aparenta e seus laços com a organização, e com TJ principalmente, continuam bem atados, mesmo contra sua vontade.

Com uma narrativa mais carregada e personagens cinzentos, “Wet Sand” explora o universo da máfia com pouco mais de realismo, dando destaque a intrigas e conflitos. A artista e roteirista Doyak equilibra com habilidade todos os elementos do enredo, atiçando a curiosidade do leitor pelo que vem a seguir. É uma obra que alcançou um nível muito alto e gerou muitas expectativas logo no começo, mas se isso vai se manter ao longo da serialização, que ainda está em andamento, aí só lendo o restante para descobrir.


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