MB Review: Parasitic City #0.1 e #01

Em um mundo futurista distópico, conhecemos Parasitic City, uma cidade que se autorregula e é resetada periodicamente. Nela, os seres que a habitam reencarnam de diferentes formas a cada reinicialização. Diferente de outras realidades, os indivíduos recebem pontos de perfeição com base nas boas ações realizadas em cada ciclo, o que lhes permite adquirir privilégios, como reencarnar no mesmo corpo da vida anterior.

Com fortes raízes no budismo, Shintaro Kago apresenta ao leitor um universo orgânico e singular, onde tudo ganha vida e os bons costumes regulam, de maneira autoritária, o funcionamento do mundo como um todo. Todos os seres humanos nascem com parasitas chamados Três Cadáveres, responsáveis por vigiar cada indivíduo e, se necessário, denunciá-los às autoridades em caso de conduta inadequada.

O volume 0.1 funciona como uma espécie de introdução a esse universo, apresentando uma breve história envolvendo um traidor da pátria. Já no primeiro volume, somos apresentados ao Comandante de Segurança Pública, Matsuya, que começa a suspeitar de irregularidades nas próteses genéticas, algo que pode estar desencadeando um certo caos em Parasitic City, e decide investigar o ocorrido.

Com fortes influências de artistas como Moebius, Shintaro Kago constrói uma ambientação rica e detalhada, que captura o olhar do leitor a cada página e encanta pela criatividade, algo que apenas Kago consegue entregar com tanta personalidade.

A edição 0.1 segue o formato do selo HQ Para Todos, da Editora Conrad, com miolo totalmente colorido, oferecendo um excelente custo-benefício, especialmente para uma história curta. Já o volume 1 adota um formato maior que o padrão, semelhante a obras como Rohan no Louvre, valorizando ao máximo a belíssima arte de Shintaro Kago.

O primeiro volume de Parasitic City presenteia o leitor com uma ficção científica única e singular, vinda de uma das mentes mais consagradas do eroguro, e cativa pela sua ambientação rica e inventiva. Recomendadíssimo para quem aprecia o gênero e busca algo verdadeiramente fora da curva.


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