MB Review – Paraíso: O Vampiro que Ri #2

Confira o review do volume anterior.

Após os acontecimentos do primeiro volume, a existência de Kounosuke e Luna passa a ser questionada, enquanto dúvidas pairam no ar sob o olhar dos dois jovens, que se tornaram seres diferentes daqueles que conhecemos como humanos. Por outro lado, somos apresentados a Makoto, um garoto em busca de sua irmã desaparecida há muitos anos, sem qualquer resquício de esperança de encontrar respostas para a dor que o assombra. Mas qual é a ligação entre esses personagens em meio a esse caos grotesco?

Paraíso não é apenas uma continuação que introduz novos elementos; a obra retoma a presença de personagens de sua prequela e segue desenvolvendo os traumas enfrentados pelos protagonistas, mesclando tragédia e prazer nesta nova fase de suas vidas. Em paralelo, novos personagens acrescentam à trama uma camada ainda mais sádica, uma das especialidades de Maruo, evocando o pior lado do ser humano e estabelecendo uma ligação entre eles pautada por medo, esperança e repulsa.

Apesar disso, a continuação escorrega em alguns momentos ao tentar conectar as duas tramas. Mesmo que existam similaridades entre elas, talvez faltasse um pouco mais de respiro para construir uma ligação mais orgânica e satisfatória. Por outro lado, a obra entrega um desfecho singular e desenvolve essa mistura de horror e fascínio de maneira que apenas Maruo consegue alcançar.

Seguindo o primeiro volume, a obra apresenta momentos bastante peculiares, capazes de causar incômodo em alguns leitores — propositalmente. Ainda assim, nada é gratuito: tudo faz parte da experiência grotesca que o autor busca transmitir. A arte de Suehiro Maruo continua em altíssimo nível, retratando com precisão os momentos mais perturbadores desta continuação.

A edição segue o padrão da editora, com capa cartão e sobrecapa, mantendo a identidade visual do primeiro volume, além de incluir um marcador de página como brinde.

Paraíso: O Vampiro que Ri entrega uma excelente continuação perturbadora, desenvolvendo tramas já estabelecidas ao mesmo tempo em que introduz uma nova narrativa tão intencionalmente incômoda quanto a anterior. Apesar de alguns tropeços, fica a recomendação por sua conclusão satisfatória e pela experiência única que proporciona ao leitor.


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