Após um acontecimento envolvendo sua irmã mais velha, um jovem garoto chamado Sunny passa a se isolar dentro de sua própria casa, cortando o contato com o mundo exterior e, consequentemente, com seus próprios amigos. Certo dia, Sunny acaba reencontrando um de seus velhos amigos, Kel, e, no meio dessa tentativa de retomar o contato com o mundo, algo muito estranho começa a acontecer.

Em paralelo, conhecemos uma realidade alternativa onde vive o alter ego de Sunny, chamado Omori. Nesse universo, quase tudo é diferente, e Omori acaba se deparando com obstáculos bizarros ao lado de seus amigos em um local que guarda segredos obscuros. Qual é a conexão entre essas duas realidades?

O primeiro volume de Omori não entrega toda a sua narrativa de bandeja. Tudo é muito misterioso, e é justamente nesse ponto que o leitor precisa tentar entender o que está acontecendo e quais são as conexões entre essas duas realidades paralelas, que de alguma forma se ligam de maneira obscura por meio de fragmentos.
Para alguns, tudo pode soar um pouco confuso; para outros, pode ser justamente o mote para querer desvendar todo esse mistério. Vale mencionar que este é o relato de alguém que não teve nenhum contato com o jogo, tendo o primeiro contato com esse universo por meio do mangá. Sendo assim, não é possível afirmar se a adaptação em mangá segue fielmente e de maneira totalmente coesa todo o universo apresentado no jogo. Ainda assim, é possível dizer que a obra funciona bem nesse formato, mesmo que acabe limitando ou condensando alguns de seus elementos.

A arte de Nui Konoito, responsável pelos desenhos da adaptação em mangá, atravessa uma linha tênue entre a fofura e o bizarro. Nas primeiras páginas, temos a impressão de que a obra seguirá por um caminho mais leve, quando rapidamente somos impactados por páginas que entregam o grotesco e o estranho, com transições rápidas e inesperadas.

A edição da MPEG segue o mesmo acabamento caprichado característico da editora, com capa cartão e sobrecapa, miolo em papel offset e diversos brindes, como postal, marca-página e uma polaroid. A edição não conta com nenhuma página colorida, assim como a versão japonesa.

O primeiro volume de Omori apresenta o início de uma história intrigante, que nos faz querer entender qual é a conexão entre essas realidades e qual será o futuro que aguarda esses personagens que vivem entre dois mundos distintos. Fica a recomendação para os fãs da obra e também para quem gosta de mangás que apostam em narrativas de mistério, drama e terror.











