MB Review: Invencível #8 e #9

Confira o review do volume anterior.

Após os acontecimentos do último volume, a obra volta a desenvolver o arco de Sinclair e dos Reanimen, que finalmente apresenta um avanço significativo e planta mais uma semente que será utilizada no futuro da série. Vale mencionar que, na animação, a mudança referente a William fez com que esse arco se tornasse um pouco mais dramático do que nos quadrinhos.

Antes do início do próximo arco, outras tramas secundárias vão se desenvolvendo lentamente. É interessante perceber como tudo o que é apresentado na obra acaba ganhando destaque no momento certo, sempre desempenhando um papel narrativo relevante, e não estando ali apenas para preencher espaço. O arco dos seres de Marte se mantém praticamente igual ao visto na animação, com leves mudanças no personagem do Supermorfo.

Outro ponto que finalmente tem uma virada importante na trama é o relacionamento de Mark, que acaba tomando uma decisão significativa e chega ao momento que muitos leitores esperavam com Eve. Até aqui, a personagem Amber continua sendo uma das mais fracas em termos de desenvolvimento, o que faz com que a versão da animação se mostre muito superior, com uma carga dramática melhor trabalhada.

Fechando os arcos mais importantes destes dois volumes, temos o desenvolvimento do lado Viltrumita da história, com a chegada de Anissa à Terra e a ida de Allen até a prisão onde Omni-Man está para tentar resgatá-lo, preparando o terreno para acontecimentos bombásticos que devem ocorrer em, no máximo, dois volumes.

A arte de Ryan Ottley já havia se mostrado um marco para a série desde o volume 3, mas nestes dois volumes em especial é impressionante acompanhar o que o artista entrega ao leitor ao evidenciar sua própria evolução artística. Não apenas em belíssimas páginas duplas, mas também em uma diagramação mais fluida e dinâmica.

Invencível continua entregando uma história extremamente divertida, repleta de tramas secundárias que se desenvolvem lentamente, enquanto o foco principal permanece no crescimento de Mark. Foram dois volumes um pouco mais tranquilos, mas que desenvolvem bem a narrativa e preparam o terreno para o que está por vir. A recomendação continua firme.


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