MB Review: #DRCL – Midnight Children #3 e #4

Confira a resenha do volume anterior.

As coisas começam a ficar mais tensas dentro da igreja, e o tempo para salvar Lucy torna-se cada vez mais curto. Finalmente, temos a aparição do Conde Drácula, apresentado de maneira extremamente elegante — uma figura que, inclusive, pode remeter a uma personalidade bastante conhecida.

Shin’ichi Sakamoto desenvolve sua própria versão desse personagem icônico de forma instigante, transformando tudo aquilo que considerávamos estratégias eficazes contra ele em meras táticas que jamais se provaram verdadeiramente concretas.

A história enfim toma um rumo que transmite a sensação de avanço real, sem receio de tomar decisões que impactem o futuro de seus personagens. Em um breve respiro, a trama passa a nos apresentar outro ponto da história, situado antes dos eventos do primeiro volume, quando somos introduzidos a um novo personagem: Jonathan Harker.

Essa escolha narrativa é um grande acerto por parte do autor, pois revela um lado da trama que entrega diversas respostas, aprofunda a mitologia da obra e conecta organicamente passado e presente, deixando-nos na expectativa pela continuação para descobrir como essas linhas temporais irão convergir.

A arte de Sakamoto é um dos maiores destaques. É impressionante como o autor imprime um tom cinematográfico à obra, com desenhos extremamente detalhados, enquadramentos enigmáticos e composições belíssimas. O quarto volume, em especial, apresenta alguns momentos diferenciados dentro da série, e é interessante observar como Sakamoto busca mesclar diferentes tipos de narrativa em sua própria releitura do mito.

DRCL – Midnight Children é uma obra que pode afastar alguns leitores por abraçar uma narrativa mais interpretativa e enigmática, mas segue sendo, sem sombra de dúvidas, um dos lançamentos mais interessantes do ano — uma leitura que vale pela experiência singular. A recomendação permanece firme.

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