Certa noite, o destino do mundo estava prestes a mudar quando um portal foi construído pelo poderoso vilão Shingo Hatsune, com a intenção de obter os poderes de uma criatura ancestral de outra dimensão. Diante dessa ameaça, coube ao grande herói conhecido como Fantasma Azul a missão de tentar salvar a humanidade nessa noite fatídica. Contudo, as coisas tomam um rumo drasticamente diferente do esperado…

Vinte e sete anos depois, conhecemos Daffiny Luna, uma garota encrenqueira a ponto de estar prestes a ser expulsa da escola, e sua irmã, Tiffany. Com o misterioso desaparecimento de várias crianças na cidade, Tiffany passa a auxiliar a polícia nas investigações para desvendar o culpado, percebendo padrões em comum nas cenas dos crimes e chegando cada vez mais perto da verdade.

No entanto, a situação foge do controle, e cabe a Daffiny tentar salvar a irmã. Nesse momento, ela se depara com uma criatura monstruosa, responsável por devorar as crianças desaparecidas. É também nesse confronto que Daffiny conhece um homem misterioso, detentor de poderes igualmente enigmáticos, conhecidos como “fantasma”, que acaba passando o bastão para a jovem em meio ao desespero da situação.

Com roteiro de Paulo Gutemberg, todo o primeiro volume de Blue Ghost foca na construção da narrativa de apresentação da protagonista e no desenvolvimento inicial do background dos poderes que ela recebe, oriundos do lendário Fantasma Azul. A obra remete, inclusive, a clássicos como Bleach, especialmente na ideia da passagem de manto.
Um dos grandes destaques do mangá está em sua qualidade artística, assinada por nomes como Kaji Pato, Pablo Dias e Eddie Alves, responsáveis por entregar cenas de ação belíssimas e dinâmicas ao longo deste primeiro volume.

O primeiro volume de Blue Ghost entrega o início de uma história promissora, com forte potencial para a expansão de um universo rico e interessante. A leitura deixa um genuíno gosto de “quero mais” ao final, despertando expectativas sobre os rumos que a vida da nova protagonista tomará agora que ela carrega uma responsabilidade inesperada.











