MB Review: Baby #2

Confira a resenha do primeiro volume.

Após os acontecimentos do primeiro volume, os sobreviventes descobrem o verdadeiro poder escondido de Elisa, que toma uma decisão corajosa pelo bem de todos. A partir desse ponto, a narrativa passa a se concentrar mais no ponto de vista da protagonista, que segue em uma jornada solo e acaba esbarrando em obstáculos perigosos, exigindo sacrifícios por parte da heroína.

A obra começa a explorar um pouco mais o seu próprio universo, trazendo respostas sobre a origem do organismo Baby e até uma referência metalinguística divertida, ao incluir na história um quadrinho dentro do quadrinho, elemento que possui certa importância narrativa. Apesar disso, algumas peças ainda não demonstram claramente sua função na trama, deixando um receio de que tudo precise ser resolvido de forma apressada em seu último volume.

Todavia, fica cada vez mais claro que Baby é mais sobre a jornada de Elisa do que sobre a exploração detalhada de seu mundo pós-apocalíptico dominado por máquinas infectadas, principalmente pelo fato de os personagens secundários funcionarem mais como apoios narrativos. Ao olhar por essa perspectiva e ajustar as expectativas, a experiência se torna mais divertida e proveitosa.

A arte de Chang Sheng é realmente um espetáculo e, neste volume, o autor consegue explorar um momento da história em que a própria Elisa entra em um combate mental consigo mesma, criando um deleite visual que revela novas facetas da personagem em meio a uma ação frenética.

A edição da Comix Zone chega no mesmo formato caprichado já conhecido dos outros títulos da editora: capa cartão, sobrecapa, miolo colado e costurado, além de um marcador de páginas de brinde. A obra contém diversas páginas coloridas nas aberturas de seus capítulos e agregam a experiência artística da obra.

O segundo volume de Baby prepara o terreno para o clímax no próximo volume e empolga com as possibilidades construídas ao longo de uma narrativa que avança de maneira satisfatória, deixando um gancho capaz de despertar imediatamente a vontade de ler a continuação. Para quem aprecia obras de ficção científica com ritmo acelerado e muita ação, Baby continua sendo um prato cheio.


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